sábado, 18 de novembro de 2017
Já fui formiga
Oi, novamente estou aqui.
Falei, falei muito e perdi novamente o meu tempo. Tenho que vir aqui, escrever e deixar que as coisas se esfriem.
Sabe, estou cansado. Estou concluindo que foi tudo em vão.
Nunca tive ela. É como posso dizer isso? Simples, não se tem:
- aquilo que se mantém ausente,
- quem não te coloca como prioridade de presente e futuro,
- quem te humilha,
- quem te faz acreditar sozinho e que suga todas as suas crenças sobre o que é amar e ser amado,
- quando se implora, suplica.
- quem te faz sofrer,
- que te ignora, que vive de aparências e que não faz nenhum plano ao seu lado.
- que te deixa sozinho, enquanto todos ao seu redor estão acompanhados.
Eu procuro, quero é ganhar. Não estou falando em dinheiro, apesar de ser muito bom, mas ganhar em alegria de estar com alguém que divida os anseios, compartilhe a alegria das conquistas e as lágrimas da aflição.
Quero dar as mãos para caminhar, fechar os olhos para sincronizar os sonhos e abraçar forte, quando o momento é frágil. Quero estar com alguém que multiplique, some e jamais subtraia.
Quero estar com alguém que se doe: seja com desgastes físicos ou psicológicos.
Desejo estar ao lado de uma parceira, pois a parceria é o que faz o eternizar de um relacionamento, pois é lealdade, companheirismo e fidelidade
Ter uma parceira é ter mais do que uma amiga. É não precisar se preocupar com o dia, a hora e o lugar: você sabe que esse alguém estará, independente de onde for, com você ou te esperando. É largar o que for preciso por necessidade, solidariedade ou saudade (sem a necessidade de desculpinha do tipo trabalho, filhos ou cansaço.
Já fiz muito o papel de formiga. Já aceitei migalhas e comi todas elas ajoelhado no chão. Sei que como aceitei isso por um tempo, essa condição já é irreversível, afinal, um alguém que gosta de você, só vai te fazer ajoelhar no altar.

